quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PROGRAMA DE GESTÃO DA APRENDIZAGEM – GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA
PÓLO: SÃO LUÍS – MA/ 2009
FORMADORES: José Antonio Sousa Silveira – SEEDUC / Maria Dulcinéa Ferreira Mendes - SEEDUC

PLANEJAMENTO
I ENCONTRO: 06/06/2009
Carga-Horária: 4h
CONTEÚDO: ESTUDO DO GUIA GERAL
Unidade 1- O Gestar II como Programa de Formação Continuada em Serviço
1- Caracterização do Gestar II
2-Modalidade do Programa
3-Ações Integrantes do Gestar II
Unidade 2 – Proposta do Gestar II
1- Fundamentos da Proposta
2- Currículo do Gestar II / Língua Portuguesa
Unidade 3 – Implementação do Gestar II
1- Sistema Instrucional do Gestar II
2- Sistema de Avaliação do Professor Cursista
Unidade 4 – O Gestar II, as Expectativas de Mudança e a Especificidade do Programa em cada Escola
1- As Expectativas de Mudança a partir do Gestar II
2- Um Gestar II para cada escola
Unidade 5 – Procedimentos para a utilização dos cadernos de atividades de apoio à aprendizagem do aluno
OBJETIVOS:
Identificar os fundamentos do programa e a sua articulação como política de formação continuada em serviço
Discutir os elementos que compõem a proposta pedagógica
Implementar o Gestar II
Explorar as expectativas de mudança a partir do Gestar II
Traçar um prognóstico do Gestar II para a sua própria escola
PROCEDIMENTOS
1º momento
DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL
ABERTURA DO PROGRAMA
2º momento
APRESENTAÇÃO DO FORMADOR
FALA INICIAL
3º momento
ESTUDO DO GUIA GERAL:
Leitura do Guia Geral junto com os cursistas
Exposição de slides para introdução do conteúdo
ATIVIDADE AVALIATIVA:
Participação nas atividades e discussões
RECURSOS: Guia Geral, data show, pincel, lousa

RELATÓRIO
O Programa de Gestão da Aprendizagem – GESTAR II implantado no município de São Luís e coordenado pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Maranhão teve início no dia 06 de Junho de 2009.
A abertura do programa contou com a presença da Coordenadora Estadual, a Professora Maria Delza Sampaio, da Técnica Pedagógica Rosangela Diniz, dos Professores Formadores José Antonio Sousa Silveira, Maria Dulcinéa Ferreira Mendes (Língua Portuguesa) e Carlos Henrique Santos (Matemática) e dos 120 Professores Cursistas. Após breves considerações feitas pela coordenadora geral, cursistas e formadores deram início aos trabalhos.
Em um primeiro momento, foi feita a distribuição do material do programa. Em seguida, iniciaram-se o estudo do material com a leitura do guia geral com o objetivo de situar os cursistas oferecendo as informações necessárias para o melhor entendimento acerca do programa. Em um segundo momento, foi dado espaço para que os cursistas fizessem seus questionamentos sobre a estrutura e o funcionamento do curso.




PLANEJAMENTO
II ENCONTRO: 13/06/2009
ESTUDO DO TP3: GÊNEROS TEXTUAIS E TIPOS TEXTUAIS
Carga-Horária: 4h

CONTEÚDO: Unidade 9 - Gêneros textuais: do intuitivo ao sistematizado
1- O conhecimento intuitivo dos gêneros
2-Gêneros textuais e competência sociocomunucativa
3-Classificando gêneros textuais

OBJETIVOS:
1- Identificar as diferenças e semelhanças na organização dos textos utilizados em diversos contextos de uso lingüístico;
2- Relacionar gêneros textuais e competência sociocomunicativa;
3- Identificar características que levam à classificação de um gênero textual.

PROCEDIMENTOS
1º momento
DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO: (+-30min)
1. Pedi ao professores que se apresente, informando nome, grau de escolaridade, série em que atua. Em seguida, dizer uma qualidade e um defeito com relação a sua pessoa;
2. Leitura de um texto para reflexão.
2º momento
AULA EXPOSITIVA: (+-50min)
1. Exposição dos slides para introdução do conteúdo (objetivos do ensino de língua portuguesa, concepções sobre texto, gênero e tipo textual).
3º momento
ESTUDO DIRIGIDO DO TP3: GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS (+-150min) (intervalo de 20min após divisão de grupos)
1. Dividir a turma em grupos de acordo com a escola em que atuam, em seguida, reagrupá-los para formar dez equipes;
GRUPOS:
1 – SEÇÃO 1 – ATIVIDADES 1 E 2
2 – SEÇÃO 1 – ATIVIDADES 3 E 4
3 – AAA3 – AULA 01
4 – SEÇÃO 2 – ATIVIDADES 5 E 6
5 – SEÇÃO 2 – ATIVIDADE 7
6 – AAA3 – AULA 02
7 – SEÇÃO 3 – ATIVIDADE 8
8 – SEÇÃO 3 – ATIVIDADE 9
9 – AAA3 – AULA 04
10 – AAA3 – AULA 06
2. Cada equipe tem que comentar as atividades e responder para os demais grupos, confrontando as respostas dadas com a opinião dos demais; Verificar a viabilidade de aplicação das atividades em sala de aula com os alunos; Destacar conteúdos trabalhados nas atividades propostas.

ATIVIDADE AVALIATIVA:
Após leitura do texto contido em “Ampliando nossas referências”, responder as questões apresentadas e, a partir delas, produzir um texto dissertativo que contemple a temática abordada no texto referência.

RECURSOS: TP3, AAA3, datashow, pincel, lousa

RELATÒRIO
Neste segundo encontro, demos inicio ao estudo do TP3, Unidade 09, conforme explicitado no planejamento. As atividades aconteceram de acordo com as previsões feitas, sem nenhum contratempo. Além disso, ressaltamos como positiva a participação e o envolvimento dos professores cursistas, que se mostraram bastante motivados pela forma dinâmica de desenvolvimento das atividades. A cada resolução das atividades feitas pelos grupos toda a turma participava ativamente dando contribuições valiosíssimas. Em função do tempo destinado para o encontro, quatro horas, a conclusão das atividades ficou para o encontro seguinte.







PLANEJAMENTO
III ENCONTRO: 20/06/2009

Carga - Horária: 4 horas

CONTEÚDO: Unidade 10 – Trabalhando com gêneros textuais:
1- Gênero literário e não-literário
2- O gênero poético
3- Uma subclassificação do gênero poético: o cordel

OBJETIVOS:
1- Distinguir as características de gênero literário e de gênero não-literário;
2- Caracterizar gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem;
3- Caracterizar uma das formas de realização do gênero poético: o cordel.


PROCEDIMENTOS:
1º momento:

LEITURA DE TEXTO PARA REFLEXÃO
RETOMADA E CONCLUSÃO DO ESTUDO DA UNIDADE 09. PARA CONCLUSÃO DA UNIDADE, PEDIR QUE O CURSISTA, OU GRUPO DESCREVA A ATIVIDADE PARA A TURMA, INFORMANDO:
- Aplicabilidade: viabilidade de aplicação na sala de aula, com os alunos.
- Objetivos: a atividade atende aos objetivos da seção estudada? Por quê?
- Pertinência: a atividade está pertinente ao conteúdo estudado na seção? Por quê?
- a atividade obedece aos critérios de ensino e aprendizagem de um ponto de vista interacionista?
RESUMO DOS CONTEÚDOS TRABALHADOS NA UNIDADE ESTUDADA
ENCAMINHAMENTO DAS ATIVIDADES AVANÇANDO NA PRÁTICA

2º momento:

INÍCIO DO ESTUDO DA UNIDADE 10 – TRABALHANDO COM GENEROS TEXTUAIS:
1. A turma será dividida em dez grupos. Cada grupo ficará encarregado de executar uma atividade e socializar com a turma, bem como informando o conteúdo trabalhado na atividade e em que tal atividade pode auxiliar seu trabalho em sala de aula.
2. Concluir a unidade, apresentando resumos dos conteúdos apresentados e fazer os encaminhamentos das atividades avançando na prática.
3º momento:

1. Definir tema e estrutura do projeto
2. Tratar sobre os itens que devem conter o projeto escrito
3. Lembrar aos professores que as atividades INDO Á SALA DE AULA e AVANÇANDO NA PRÁTICA são atividades que devem ser executadas na escola na qual desempenha sua função de professor e que sua prática deve sempre ser apresentada em forma de relatório, organizado de forma a compor seu portifólio.

ATIVIDADES AVALIATIVAS:
Presença e participação nas discussões e atividades propostas
Execução das atividades Indo à sala de aula e Avançando na prática

RELATÓRIO
A conclusão das atividades do encontro anterior foi extremamente proveitosa. Os professores cursistas puderam expor suas dúvidas e compartilharam suas experiências já na primeira semana do curso, relatando que deram início às mudanças na maneira de trabalhar a leitura e a escrita em sala de aula com seus alunos. Alguns tiveram a oportunidade de executar as sugestões de atividades do avançando na prática e indo à sala de aula, o que demonstrou o processo de mudança na prática do professor. Iniciamos o estudo da unidade 10, conforme explicitado no planejamento. Neste encontro, aproveitamos para tratar, ainda que de forma resumida, acerca do projeto que deve ser implementado na escola junto aos alunos.
O encontro seguinte aconteceria no dia 27/06/2009, mas em função da Eleição do Colegiado Escolar, planejado pela SEDUC para acontecer nesta data em todas as escolas da rede estadual, resolvemos o retorno para depois das férias, no mês de agosto. Segundo a Coordenação Estadual do Gestar II, para o segundo semestre os encontros terão duração de 8 horas, o que deverá facilitar o desenvolvimento das atividades.


PLANEJAMENTO
IV ENCONTRO: 01/08/2009

Carga - Horária: 8 horas

CONTEÚDO: Unidade 11 - Tipos Textuais:
1- Sequências tipológicas: descrição e narração
2- Sequências tipológicas: os tipos injuntivo e preditivo
3- Sequências tipológicas: o tipo dissertativo

OBJETIVOS:
1- Caracterizar seqüências tipológicas narrativas e descritivas;
2- Caracterizar seqüências tipológicas injuntivas e preditivas;
3- Caracterizar seqüências tipológicas expositivas e argumentativas como dois aspectos do tipo dissertativo..


PROCEDIMENTOS:
1º momento:

RETOMADA E CONCLUSÃO DO ESTUDO DA UNIDADE 10.
Para conclusão da unidade, será realizada a OFICINA 5 da referida unidade.
APÓS A REALIZAÇÃO DA OFICINA, cada grupo apresentará resumo dos conteúdos trabalhados nas unidades estudadas e será feito encaminhamento das atividades AVANÇANDO NA PRÁTICA enquanto atividade avaliativa

2º momento:

INÍCIO DO ESTUDO DA UNIDADE 11 – TIPOS TEXTUAIS
1. Leitura do texto “GENEROS TEXTUAIS E TIPOLOGIA TEXTUA: COLOCAÇÕES SOB DOIS ENFOQUES TEÓRICOS”
2. Comentários sobre o texto, apresentando posicionamento em relação aos enfoques teóricos abordados.
3. A turma será dividida em dez grupos. Cada grupo ficará encarregado de executar uma atividade e socializar com a turma, bem como informando o conteúdo trabalhado na atividade e em que tal atividade pode auxiliar seu trabalho em sala de aula.
4. Concluir a unidade, apresentando resumos dos conteúdos trabalhados.
5. Fazer os encaminhamentos das atividades AVANÇANDO NA PRÁTICA.
3º momento:

INÍCIO DO ESTUDO DA UNIDADE 12 – A inter-relação entre gêneros e tipos textuais
4. Definir tema e estrutura do projeto
5. Tratar sobre os itens que devem conter o projeto escrito
6. Lembrar aos professores que as atividades INDO Á SALA DE AULA e AVANÇANDO NA PRÁTICA são atividades que devem ser executadas na escola na qual desempenha sua função de professor e que sua prática deve sempre ser apresentada em forma de relatório, organizado de forma a compor seu portfólio.
7. Dar as orientações prévias para o encontro de 08/08/2009

ATIVIDADES AVALIATIVAS:
Presença e participação nas discussões e atividades propostas
Execução das atividades Oficina 5 e Avançando na prática

RELATÓRIO

Iniciamos este encontro com a realização da primeira oficina, oficina 5, da unidade 10. Tal como orientado no caderno de teoria e prática, o TP3, os professores escolheram e aplicaram duas das atividades avançando na prática, em sala de aula com seus alunos. Foi um momento extremamente rico em depoimentos. Pudemos perceber que de fato a maneira de trabalhar a língua portuguesa enquanto componente curricular está sendo inovada, é perceptível a mudança em processo. Segundo relatos dos professores cursistas, os reflexos de tudo o que se está discutindo no programa são positivos e apontam para uma mudança não apenas na prática pedagógica, mas, sobretudo no interesse dos alunos, que se mostram mais motivados e participativos nas aulas de língua portuguesa.
Após a realização da oficina, procedemos com o estudo da unidade 11. Durante a execução das atividades propostas nesta unidade, abrimos espaço para a leitura de textos teóricos complementares acerca da tipologia textual. Escolhemos dois teóricos que defendem pontos de vista diferentes no que se refere a abordagem do ensino de língua portuguesa: um que prefere o trabalho em sala de aula a partir do estudo do tipo textual e outro que defende o ensino a partir da abordagem do gênero. Este momento foi de extrema importância uma vez que serviu entre outras, para desfazer alguns equívocos com relação ao reconhecimento de um texto pelo tipo e pelo gênero. Muitos professores puderam ter mais segurança nesta classificação, sistematizando, assim, um conhecimento que é indispensável para o ensino da língua materna na escola. Não foi possível concluir a unidade neste encontro. Mas pudemos perceber que todas as questões apresentadas e discutidas neste dia motivaram os professores para que o mesmo reforçasse o desejo e a necessidade pela mudança na sua prática pedagógica em nome de um ensino de mais significativo e de mais qualidade.

PLANEJAMENTO
V ENCONTRO: 08/08/2009

Carga - Horária: 8 horas

CONTEÚDO: Unidade 12 – A inter-relação entre gêneros e tipos textuais:
1- Gêneros Textuais e Sequências tipológicas
2- Sequências tipológicas em gêneros textuais
3- A intertextualidade entre gêneros textuais

OBJETIVOS:
1- Relacionar seqüências tipológicas à classificação de gêneros;
2- Analisar seqüências tipológicas em gêneros textuais;
3- Reconhecer a transposição de um formato de gênero textual para outro.

PROCEDIMENTOS:
1º momento:

RETOMADA E CONCLUSÃO DO ESTUDO DA UNIDADE 11.
LEITURA DE TEXTO REFLEXIVO PARA INTRODUÇÃO DA UNIDADE 12
2º momento:

INÍCIO DO ESTUDO DA UNIDADE 12 – A inter-relação entre gêneros e tipos textuais:

1. Comentários sobre o texto, apresentado posicionamento em relação aos enfoques teóricos apresentados
2. Cada professor apresenta uma questão das atividades propostas, daquelas que mais apresentaram dificuldade, para socializar com a turma, bem como informando o conteúdo trabalhado na atividade e em que tal atividade pode auxiliar seu trabalho em sala de aula. Em seguida, outros critérios serão utilizados para a escolha da atividade.
3. Concluir a unidade, apresentando resumos dos conteúdos apresentados
4. Fazer os encaminhamentos das atividades AVANÇANDO NA PRÁTICA e a realização da oficina 06.
3º momento:

5. Acompanhamento do projeto
6. Lembrar aos professores que as atividades INDO Á SALA DE AULA e AVANÇANDO NA PRÁTICA são atividades que devem ser executadas na escola na qual desempenha sua função de professor e que sua prática deve sempre ser apresentada em forma de relatório, organizado de forma a compor seu portfólio.
7. Dar as orientações prévias para o encontro de 22/08/2009

ATIVIDADES AVALIATIVAS:
Presença e participação nas discussões e atividades propostas
Execução das atividades Oficina 6 e Avançando na prática

RELATÓRIOIniciamos o encontro fazendo a retomada dos conteúdos trabalhados no encontro anterior. Em seguida, procedemos a leitura de um texto reflexivo para introdução do conteúdo a ser abo4edado na unidade 12. Para este encontro, os professores já haviam realizado as atividades da referida unidade, uma vez que os encontros passaram a ser quinzenais, agora com espaço de tempo suficiente para as atividades em EAD. Desta vez, os professores ficaram á vontade para apresentarem as atividades. O primeiro critério para a discussão em sala de aula foi destacar a atividade ou as questões que mais apresentaram dificuldades. Depois, as atividades que melhor trataram do conteúdo trabalhado e, por último, aquelas que melhor poderiam ser aplicadas em sala de aula com os alunos. Após toda essa discussão, buscamos apresentar resumo dos conteúdos abordados. Em outro momento, passamos a tratar do projeto, que já está em andamento para alguns professores. Outros, ainda estão na fase de construção do projeto para implementação. Como avaliação, pude perceber que os professores estão bastante motivados e satisfeitos com o programa. Eles de fato trem percebido que as mudanças estão acontecendo em seu ambiente de sala de aula. Seguiram as orientações para o próximo encontro, 22/08/2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Projetos (in)úteis?

Foto: internet



Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã, olha aí

Pesadelo
by Marcelo Tapajós e Paulo César Pinheiro



A notícia de que há um Projeto de Lei tramitando no Congresso - já foi aprovado pelo Senado - para que seja obrigatória a execução do Hino Nacional com hasteamento da Bandeira uma vez por semana em todas as escolas do país me fez relembrar meus tempos de menina. Na época, década de 70/80, era ditadura militar e tínhamos aulas de Organização Social e Política Brasileira, Educação Moral e Cívica e, uma vez por semana, entoávamos o Hino no pátio durante o hasteamento de nossa Bandeira. Eu nutro um amor especial pela nossa Bandeira. Ela sempre me fascinou. Certamente um sentimento implantado por aquela época tão terrível de nossa história, em que éramos obrigados a cumprir protocolos sem o mínimo direito de abrir a boca para questionar. Aprendíamos todos os símbolos da pátria - boa herança da ditadura? Alguns artistas, por exemplo, compunham músicas de protesto disfarçadas, porque, se pegos, eram presos - como Cálice, de Chico Buarque. Adotavam pseudônimos para compor, como Julinho da Adelaide, também de Chico Buarque. Muitos sumiram "misteriosamente" à época, como Honestino Guimarães, estudante da UnB. Naquela época, ninguém nos contou do lema positivista inscrito na faixa central da Bandeira - Ordem e Progresso. Era o que vivíamos. Era o que esperavam de nós. Sem maiores (ou menores) discussões. Muitas pessoas gostam de afirmar que brasileiro não é patriota. Eu questiono essa suposta falta de patriotismo atribuída aos brasileiros só porque, diferentemente dos norte-americanos, cada um de nós não tem hasteada a Bandeira em nossas portas ou janelas?! É claro que, depois de 20 anos de tortura e submissão, as pessoas nutriram sentimentos de "liberdade" extrema e procuraram se distanciar ao máximo de tudo que relembrava aqueles tempos - acabaram, nas escolas, as disciplinas de OSPB, EMC e a obrigação de entoar o Hino e hastear a Bandeira; os protestos por liberdade de expressão já não faziam mais tanto sentido. Agora, vejo a possibilidade de retorno da cerimônia cívica nas escolas com um pouco de receio, mas também com a esperança de que isso reforce a democracia e a necessidade de se buscar direitos, de se tornar um cidadão mais crítico e consciente, especialmente ao escolher os representantes, pois estamos em outros tempos e as lutas agora são/devem ser outras. Mas os fantasmas de outrora ainda rondam o ideário brasileiro e as ações de muitos que se dizem representantes do povo também continuam como daquela época. Se o Projeto vingar, caberá ao professor exercer o papel de conscientizador, de democratizador do acesso a toda e qualquer informação sobre nossa história - passada e recente. O conhecimento aumenta as chances de desenvolvimento de uma nação. O conhecimento possibilita o surgimento da criticidade. Prefiro ver com bons olhos essa ideia. Prefiro acreditar que isso será bom para a comunidade escolar.

Notícia sobre o Projeto de Lei aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Desabafo






Tudo que está publicado neste blog reflete o imenso respeito e a grande admiração que tenho por meus colegas do MA, especialmente os do interior, que vieram me prestigiar esta semana aqui em São Luís e, como nós de Brasília, foram mal recebidos, com uma estrutura indigna e desumana, demonstrando a falta de preocupação das autoridades com a educação neste estado. Encontramos aqui, e em muitas outras cidades pelo interior do Brasil afora, situações sinônimas do desserviço que muitos governantes prestam à população. O programa ainda não está seriamente comprometido pela interferência de questões políticas porque os colegas professores são muito bons profissionais e privilegiam o aprendizado dos seus alunos. É inadmissível que ainda haja hostilidade entre a administração do estado e a do município. E mais inadmissível ainda é que essa postura interfira e prejudique um programa do Governo Federal. Um bom programa. Que exemplo é esse de discriminação? TODOS PAGAMOS IMPOSTOS DA MESMA FORMA E NOSSO DINHEIRO, DISTRIBUÍDO AOS ESTADOS E REPASSADO AOS MUNICÍPIOS, DEVE SER CAPITALIZADO DE FORMA JUSTA E COERENTE. Essas querelas têm de acabar! MAIS RESPEITO AOS PROFESSORES, independentemente de serem do estado ou do município! Nesta semana, fizemos milagres.

Oficinas do Encontro de Acompanhamento do Gestar II













Importante


Para acessar o vídeo Lições de vida, entre aqui. O vídeo A persuasão está aqui. Aqui também há muito material e de domínio público. E se você gosta de livros e músicas, mas o acesso na sua cidade é difícil/caro, entre aqui. Apresentações em powerpoint? Há várias de todos os assuntos imagináveis aqui.
Bom trabalho!

Portifólios do Encontro de Acompanhamento do Gestar II - MA - junho/2009











quarta-feira, 17 de junho de 2009

Atividade produzida no dia 16.06.2009

Estes são textos produzidos pelos formadores de LP, no encontro de acompanhamento do Gestar II, em São Luís - MA.
A atividade foi proposta na página 103 do TP6 e adaptada para a realidade desta formação.
Considere a sua experiência pessoal com a escrita em diferentes textos. Como você escreve e que estratégias usa para iniciar, desenvolver e finalizar os seguintes textos:

CARTA PESSOAL

A priori, devemos reconhecer o gênero, saber a finalidade ou objetivo que se pretende com a produção desse texto. É necessário também ter o conhecimento da estrutura do texto, ou seja, suas características formais. Em se tratando de uma carta pessoa, devem constar os seguintes elementos: no início, local e data, que são usados para informar o interlocutor o espaço e o tempo, situando-o. Logo em seguida, usa-se um termo, que depende do grau de intimidade, para evocar o destinatário. Então pode ser formal ou informal. O passo seguinte é o desenvolvimento do assunto, que dependerá da intencionalidade do emissor.
Ao finalizar esse gênero, geralmente emprega-se uma expressão de despedida, seguida da assinatura do remetente. Assim, requer conhecimento prévio acerca de gênero e tipo textual.

Professores: Luísa, Antonio, Dulcinéia, Dinalva, Rosilda, Wivan Carmem

RELATÓRIO

Para produzir um relatório básico, nós sugerimos que se deve informar o título, a data, o local e o horário referentes ao assunto relatado. O desenvolvimento desse texto deve contemplar a descrição dos fatos ocorridos em sequência, inserindo-se comentários e/ou reflexões sobre os citados fatos. Para finalizar este gênero textual, é importante concluir o assunto abordado, opinando sobre o mesmo. Este texto pode ser escrito em prosa ou esquemas, fazendo uso da linguagem culta, de verbos e pronomes em 1a ou em 3a pessoa. Sugestão de relatório através de esquema*:
DATA: 12/06
O QUÊ: Estudo sobre prova Brasil
QUEM: Supervisor e coordenador
RESULTADOS: Positivo com participação e envolvimento de todos
ENCAMINHAMENTOS: Enviar vídeo TV Escola para todos os coordenadores e supervisores

*feito em forma de quadro

Professores: Elaine, Fátima, Neiva, Raimundo, Bárbara, Ana Lúcia, Elissandra


TEXTO CRÍTICO

Para redigirmos um texto crítico, precisaremos inicialmente definir um tema, tendo como referenciais teóricos outros textos/obras ou fatos econômicos, políticos, socioculturais. Com todo esse embasamento, partiremos para o ponto de vista em relação ao assunto abordado, finalizamos sugerindo uma solução.

Professores: Karla, Ana Lúcia, Glayciane, Julinalva, Nemiel

ARTIGO

Para escrever um artigo, é necessário primeiramente escolher o tema, que precisa ser delimitado. Em seguida, é feita uma entrevista para se chegar ao diagnóstico. Com o diagnóstico pronto, o próximo passo é a fundamentação que dará sentido ao desenvolvimento do artigo, em que apresentará proposta para amenizar os supostos problemas apresentados no artigo. Após esse processo, é hora de concluir com um bom argumento em relação ao que foi defendido no artigo.

Professoras: Jane, Edileusa, Auricélia

PROVA ESCOLAR

Com o objetivo de verificar que o aluno aprendeu, inicialmente apresenta-se questionamentos voltados para o conhecimento prévio dele. Em seguida, faz-se perguntas voltadas para o conteúdo trabalhado em sala de aula, focalizando para os objetivos propostos no planejamento, finaliza-se com questões dissertativas para verificar que habilidades o aluno consegue construir com o(s) tema(s) trabalhado(s), observando o que o aluno aprendeu além do que foi discutido em sala de aula.

Professores: Carmem Canaã, Maxssuel, Vanuzia

PROJETO PEDAGÓGICO

Para produzirmos um projeto pedagógico, é necessário primeiramente detectar o problema pertinente a uma situação que precisa ser melhorada. Sequencialmente, pensa-se no tema delimitado, justificando as razões pelas quais é necessário ser realizado o projeto. Em seguida, elaboram-se os objetivos, enfocando o que se quer atingir. Também é importante mostrar as metodologias a serem desenvolvidas para a obtenção dos resultados. Quanto à avaliação, deve ser vista como parte fundamental, pois visa ao aproveitamento do projeto e não se pode deixar de enfatizar no cronograma o planejamento do tempo em que o projeto será aplicado, bem como os recursos utilizados.

Professores: Eliozilda, Horjana, Cleidecy, Naldo, Cleia, Gisele

domingo, 7 de junho de 2009

Informações importantes

Pessoal, seguem informações importantes sobre a bolsa.
Abraços,
Carol
+++++++++++++++++++++
Colegas,
Abaixo, repasso um sumário das primeiras informações que me chegaram ontem sobre as bolsas do Gestar II. Devemos repassar essas Informações aos formadores locais (estaduais e municipais) imediatamente:
1. As bolsas do Gestar II serão de R$400,00 (10 parcelas).
2. Todos os formadores locais em atividade estão aptos a recebê-la.
3. Os coordenadores só poderão receber bolsa se estiverem atuando como formadores.
4. Se algum formador local está devendo a ficha, deve enviar os dados por e-mail (
gestar@unb.br ) e
a ficha posteriormente pelo correio; os dados por e-mail, para garantir a bolsa de junho (que sairá no
inicio de julho), deverão chegar até 25 de junho. Pelo correio, pode chegar depois dessa data.
5. Os formadores-UnB deverão informar para os coordenadores-UnB quem está em dia com as atividades para receber a bolsa mês a mês.
6. Serão 10 parcelas a começar em julho; portanto; continuarão recebendo depois de dezembro.
7. Pode receber a primeira parcela quem participou da Formação Inicial e ainda está no
programa, ou seja, tem relatado, ao formador-UnB, suas atividades com os cursistas.
8. O trabalho de autorização será mensal. O MEC sugere que exijamos um relatório mensal dos formadores locais, que podem se referir a meses já vencidos. Cabe ao formador-UnB receber esses relatórios e encaminhar, ao coordenador-UnB, todo dia 20, a lista de quem vai receber a bolsa naquele mês. Logo, no dia 20 de junho aguardo a primeira lista.
Abraços,
Dioney

domingo, 31 de maio de 2009

Servidor público ou professor?


Esse texto é resultado de algumas reflexões a respeito da ação pedagógica, especialmente na escola pública. São reflexões inciais, por isso não vou entrar em maiores detalhes filosóficos e jurídicos. É apenas um olhar nascido de uma conversa sobre o trabalho.
***
Nós, servidores públicos, tivemos um conjunto de atribuições e responsabilidades em Regime Júrido Único instaurados em 1990 com a Lei 8112. Mas, ao que parece, não nos foi enfatizado o verdadeiro sentido do termo "servidor público". Alessandro Eloy Braga,
colega educador, já fez reflexão brilhante a esse respeito. Ele mostra que o sentido real do substantivo "servidor" foi totalmente esquecido por aqueles milhares, ou até milhões, de brasileiros que querem ingressar no serviço público, em qualquer esfera. E eu acrescento que o adjetivo "público" nunca foi assimilado em nossa cultura em seu sentido denotativo. Não foi incorporado em nossa sociedade o sentimento de coletividade, de comunhão, de conjunto. Ao contrário, disseminou-se a noção de que público é o que pertence ao governo e o governo... É algo distante, bem distante de nós. Passamos, então, a lidar com a questão do público como o que é privativo ao outro e "eu não tenho nada a ver com isso".
***
Além dessa torpe visão, tornou-se um vício ser servidor público para manter-se no emprego custe o que custar. É a tal estabilidade,
outra palavra muito mal interpretada por nós, que nos oferece esse privilégio. Aquilo que foi conquistado a duras penas e legalizado na 8112/90 como um benefício de categoria passou a ser um malefício público. É. A estabilidade garante ao servidor o direito de, após o estágio probatório de 3 anos, permanecer no cargo. A não ser por crimes previstos na Lei. O que vemos é que o servidor tem de fazer bastante esforço se quiser ser exonerado ou demitido. Mas bastante esforço mesmo!
***
E o que isso tudo tem a ver com a ação pedagógica do professor da escola pública? TUDO! Nós, professores da escola pública, confundimos estabilidade com acomodação. Nos esquecemos de que não devemos apenas ensinar conhecimentos advindos do saber científico, ética, moral, respeito, comprometimento consigo e com o outro, mas também, e em primeiro lugar, devemos dar exemplo de tudo o que ensinamos.
Nos esquecemos o verdadeiro sentido de estarmos desenvolvendo um trabalho totalmente diferenciado do de um técnico da Receita Federal ou de um agente do Detran, por exemplo. Estes também devem ter consciência do que significa servir o público. Mas a natureza da atividade que cada um desses profissionais desenvolve é infinitamente diferente da desenvolvida pelo professor.
***
O fato de todos nós servidores públicos nos acomodarmos em virtude de nossa estabilidade traz muitos malefícios a nós mesmos porque temos péssimos serviços públicos: hospitais públicos, INSS, Polícias, Receita Federal, Tribunais, Detran, Procon, escolas públicas, etc. Ao ponto de termos de pagar duplamente pelos nosso direitos básicos, previstos constitucionalmente - saúde, educação, segurança, habitação - se quisermos ter o mínimo de dignidade. E quem não pode pagar?
***
Este texto serve a um questionamento surgido ontem quando de uma discussão sobre trabalho e transformação social. Por meio do trabalho, transformamos/dominamos a natureza e criamos cultura. Essa também é uma das razões por sermos diferentes dos animais - eles sobrevivem e isso não transforma o meio. Então, o trabalho é uma forma de dialogarmos com nossa existência, nosso mundo, nossa natureza humana e de modificar tudo ao nosso redor. Consumismo a parte, trabalhamos não apenas para sobreviver, mas para transformar e construir o mundo. Especialmente o professor, consciente ou não do poder que tem, querendo ou não, trabalha para transformar e construir o mundo ao seu redor. Resta saber se os vícios de um cultura depreciadora do real sentido de ser servidor público já impregnaram a maioria de nós. Resta saber se temos agido muito mais como reprodutores da cultura nepotista ou como contribuidores para uma sociedade mais consciente e crítica. Resta saber se temos realmente servido o público como nos é obrigatório a partir do momento em que fomos selecionados em um concurso público ou se estamos bastante interessados em receber um salário no final do mês sem importar o que fizemos com nossa obrigação já que existe uma estabilidade que me protege de um exercício irregular da profissão. Resta saber quem realmente somos. Resta saber quem queremos ser. E resta saber quem não devemos ser.


Caroline Cardoso
29.05.2009
Texto originalmente publicado aqui

terça-feira, 26 de maio de 2009

VESTIBULAR PARA OS PARLAMENTARES

Há oito dias aguardo para escrever este post. Na verdade, quero compartilhar com o leitor a queda de mais um dos meus (pre)conceitos. Explico: sempre achei que muitos, para não dizer a maioria, dos programas de humor da TV brasileira são de uma má qualidade e de um mau gosto impressionantes. [Não estou defendendo os estrangeiros. Os programas de humor ingleses ou americanos são péssimos! Depois explico isso.] Também acredito que fazer comédia, e de qualidade, não é para qualquer um. Mas há um quê de apelação em muitos desses programas brasileiros, seja para o sexo, seja para a ridicularização das minorias, seja para o desprezo ao lado cítrico-sarcástico-inteligente que deve ser a essência do humor. E, obviamente, o humor deve ser contextualizado. As piadas inglesas do Mister Bean são um horror para mim. Não as entendo [nem quero entender], por isso são tão sem graça. Mas segunda-feira passada assisti, pela primeira vez, ao CQC. E, para minha surpresa, eles fazem bom humor. Gosto muito do Tas, que comanda o programa. Ele é um rapaz cult. E isso deu um ar mais jornalístico, digamos assim, ao programa. Ao menos no quadro que vi e que reproduzo ali embaixo, eles fizeram algo bastante interessante e inédito nos programas de humor: entrevistaram os políticos, no Congresso, a respeito de conhecimentos elementares para qualquer cidadão eleito para representar o povo. E, para surpresa geral, se nossos parlamentares fossem fazer um vestibular para concorrer ao cargo por meio dos próprios conhecimentos, SURPRESA! Muitos REPROVARIAM. Fiquei impressionada com as atitudes, com a falta de vergonha dos senhores deputados e senadores pela própria ignorância. Não sei o que é pior, os desvios serem cometidos por alguém tão ignorante ou... O mais legal do programa é que o Gentili, entrevistador CQC, não precisou rechaçar os nobres colegas enternados para nos fazer morrer de chorar com tanta incongruência. Os próprios parlamentares são a piada.

Analogamente, fiquei pensando na minha profissão. Tanto que nós professores brigamos e lutamos para que nossos alunos saiam cidadãos conscientes e críticos, para que as comunidades mais carentes tenham acesso a uma Educação integral e de qualidade e para que nosso país seja mais bem representado. Como as pessoas ainda conseguem se tornar massa de manobra de gente que mal sabe o valor do salário mais pago no país? Como as pessoas ainda conseguem votar nesses homens de terno vendo tanta baboseira saindo da boca deles? Como nós ainda conseguimos nos sentir REPRESENTADOS por esse bando de ignorantes? Eu só tenho um conselho, que se fosse bom, seria vendido, não dado: ESTUDEM, NOBRES PARLAMENTARES. ESTUDEM! Eu estudo e não voto em ninguém há 6 anos. E, pelo jeito, vou continuar sem votar.



Caroline Cardoso
25.05.2009
Texto originalmente publicado
aqui